Custo da energia elétrica para a indústria subirá 27% em 2015

O custo da energia elétrica para a indústria brasileira poderá chegar a R$ 459,20 por MWh ao final de 2015 e R$ 493,50 por MWh ao final de 2016. Os dados são do estudo “Quanto custará a energia elétrica para a indústria no Brasil?”, divulgado nesta segunda-feira, dia 15, pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Além dos fatores que compõem o custo, o cálculo inclui os valores aportados às distribuidoras, que totalizaram R$ 51,5 bilhões, dos quais R$ 29,5 bilhões serão repassados aos consumidores finais a partir de 2015; e o valor da bandeira vermelha de R$ 40,98 por MWh, incluindo os tributos.

A FIRJAN considera quatro premissas para o custo médio da energia: nível dos reservatórios com recuperação apenas em 2017, quando voltará a um nível médio histórico; acionamento térmico em 2015 e 2016 seguirá o perfil de 2014; inserção das fontes mais baratas na matriz conforme definido pelo Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE/EPE; bandeira tarifária vermelha durante o ano de 2015 e 2016 devido ao alto despacho térmico.

Para garantir a competitividade da indústria nacional, a FIRJAN sugere no estudo a isenção, para a indústria, da cobrança de tributos sobre o aditivo tarifário trazido pelos aportes e empréstimos. Assim, o custo médio da energia para a indústria seria de R$ 447,60 por MWh em 2015 e de R$ 477,30 por MWh em 2016.

O gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Federação, Cristiano Prado, ressalta a importância de medidas que diminuam o custo para as indústrias. “A situação do país no cenário internacional é preocupante. As indústrias não conseguem mais suportar um aumento de preço em um de seus insumos mais importantes como está ocorrendo”, destaca Prado.

Desde janeiro de 2013, quando o governo federal concedeu desconto às distribuidoras, o custo da energia para a indústria aumentou quase 90%. Hoje, o custo é de R$ 360,70 por MWh e o país ocupa a 8ª posição mais cara em ranking internacional que contempla 28 países - atrás de Índia, Itália, Cingapura, Colômbia, República Tcheca, Turquia e El Salvador, que possuem os custos mais altos. Desde o início do ano de 2014, o custo já aumentou em 23%.
(Redação – Agência IN)