Com foco no etanol, indústrias baixam produção de açúcar

Redução na oferta de açúcar chegou a 17,09% na 1ª quinzena de setembro.
Moagem da cana chegou a quase 40 milhões de toneladas pelas indústrias.
Quase 40 milhões de toneladas (39,89) de cana-de-açúcar foram processadas pelas unidades produtoras da região Centro-Sul na primeira metade de setembro. O volume representou uma queda de 15,98% em relação ao total de 47,48 milhões de toneladas moído na quinzena anterior e 7,44% menor em relação ao valor observado no mesmo período de 2013 (43,10 milhões de toneladas), disse nesta quarta-feira (24) a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).
No período que vai do início da safra até 15 de setembro, a moagem chegou a 412,68 milhões de toneladas, contra 408,54 milhões de toneladas verificadas em igual data de 2013, de acordo com o balanço apresentado pela entidade.
A produção de açúcar na primeira metade de setembro sofreu recuo significativo: atingiu 2,5 milhões de toneladas nos 15 primeiros dias do mês, ante 3,02 milhões de toneladas apuradas na quinzena anterior (queda de 17,09%) e 2,98 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra 2013/2014 – retração de 15,92%.
Em nota, o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, associou a queda na produção de açúcar como reflexo da menor moagem na quinzena, além da decisão das empresas em priorizar a fabricação de etanol. Na avaliação do representante, as condições de demanda e os preços vigentes têm gerado incentivos econômicos à produção do biocombustível em detrimento ao açúcar.
Na primeira metade de setembro foram 43,99% da cana processada foram destinados à fabricação de açúcar.
Produções
De acordo com a UNICA, a produção de etanol alcançou 1,96 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de setembro, ante 1,88 bilhão de litros apurados em igual período do último ano.
No acumulado desde o início da safra 2014/2015, a produção de açúcar alcançou 23,43 milhões de toneladas, enquanto a fabricação de etanol somou 18,11 bilhões de litros, com crescimento de 4,82% sobre o volume observado no mesmo período de 2013 (G1, 24/9/14)