Café brasileiro no Canadá

Representantes de várias cidades integraram missão brasileira no país norte-americano.

A missão comercial “Doing Business in Canada – Brazilian Coffee”, que esteve no país da América do Norte no final de setembro, trouxe resultados positivos para o incremento das exportações do café brasileiro. No total, foram mais de 130 encontros em rodadas nas cidades de Montreal (Quebec) e Toronto (Ontário) e alguns negócios já foram fechados durante a viagem.

A comitiva contou com exportadores paulistas, mineiros e paranaenses, integrantes das empresas BrasilJuta, Cafeeira Masson, Cocamar, Cooxupé e Labareda do Caititu. Na ocasião, eles tiveram contato com 21 compradores canadenses, como redes de cafeterias, torrefadores, distribuidores e importadores. Entre eles, nomes importantes do mercado local, como a rede Tim Hortons, recentemente adquirida pelo Burger King, e a torrefação Mother Parkers, a quarta maior da América do Norte.
O grupo ainda aproveitou para fazer uma imersão no país, com visitas técnicas para exploração do mercado, visita ao Porto de Montreal, treinamento logístico e tarifário com a Canadian National (CN), uma das mais importantes empresas do setor, e participação na Canadian Coffee and Tea Show. Houve degustação de café brasileiro em um happy hour para o público local e formadores de opinião em Montreal e coquetel para os empresários brasileiros e canadenses na casa do Cônsul Geral do Brasil em Toronto.
Promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), a iniciativa teve o objetivo de mostrar que o Brasil também tem produção de café de alta qualidade, não apenas da commodity, Segundo Paulo de Castro Reis, superintendente de relações institucionais e de negócios da CCBC, durante a viagem “os produtores brasileiros tiveram contato com compradores canadenses que não conheciam o nosso café, além de terem conferido melhor o potencial do mercado canadense”.
Atualmente o Canadá é o nono maior consumidor per capita de café do mundo, com um crescimento de 3% ao ano. O Brasil responde por 23% dessas importações, sendo o segundo maior fornecedor do produto, perdendo apenas para a Colômbia (Assessoria de Comunicação, 13/10/14)