Valor da produção de frango recua em 2015

A pecuária está sendo o destaque nacional, com crescimento previsto de 9,8%, no VBP (Valor Bruto de Produção) deste ano. O ritmo acelerado desse setor fará com que o VBP do país suba para R$ 461 bilhões.
A avaliação é do Ministério da Agricultura, que aponta, no entanto, um recuo do VBP da pecuária no próximo ano para R$ 169,9 bilhões, 0,5% menos do que o deste ano. O ministério inclui nesse setor bovinos, suínos, frango, leite e ovos.
Já o setor de lavouras, que deverá registrar queda de 0,5% neste ano, crescerá 4% no próximo. O VBP da lavoura passa dos R$ 290,2 bilhões deste ano para R$ 301,3 bilhões em 2015.
José Gasques, da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, destaca que o VBP total do país, ao atingir R$ 461 bilhões, deverá superar em 3,1% o de 2013. Em 2015, subirá para R$ 471,2 bilhões.
Destaque neste ano, a pecuária perde força no próximo devido ao desempenho do frango. Na avaliação do ministério, a renda total nesse segmento recua para R$ 58,6 bilhões em 2015, uma queda de 4% ante 2014.
A bovinocultura, que vem puxando o setor de pecuária, manterá crescimento, somando R$ 62,2 bilhões no próximo ano.
Já o segmento de suínos, devido ao ritmo das exportações, terá em 2015 um valor de produção 3,4% acima do de 2014. A estimativa do ministério é de um valor total de produção de R$ 12 bilhões.
Leite e ovos, embora com valores inferiores aos de bovinos e de frangos, vêm se destacando nos últimos anos. Desde 2009, a evolução desses setores foi de 48% e 71%, respectivamente, bem acima do dos demais dessa cadeia.
O destaque das lavouras recai sobre soja, cuja renda deverá atingir R$ 95 bilhões no país em 2015, ante R$ 84 bilhões neste.
O segmento de cana, em queda neste ano, repete desempenho ruim em 2015, quando o valor da produção recua para R$ 44,6 bilhões.
Um dos destaques é o café que, devido à melhora dos preços internacionais, deverá obter um valor de produção de R$ 19 bilhões em 2015. Uma boa recuperação em relação aos R$ 14,3 bilhões de de 2013, mas ainda bem inferior aos R$ 22,4 bilhões atingidos em 2011 (Folha de S.Paulo, 18/11/14)